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Quem Somos

O CODEM – Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá é um órgão criado pela Lei Municipal 4275/96. Tem caráter deliberativo e consultivo e tem como finalidade propor e fazer executar política de desenvolvimento econômico. É constituído por entidades representativas dos diversos segmentos organizados da sociedade. Sua estrutura conta com uma mesa Diretora, um Plenário e Câmaras Técnicas Setoriais.O CODEM tem como características a participação voluntária, visão de futuro e planejamento, suporte técnico profissional, representatividade política apartidária, foco no desenvolvimento econômico, e representatividade da sociedade organizada.

Missão

“Promover o desenvolvimento econômico sustentável mediante a articulação da sociedade organizada e dos poderes constituídos”.

Objetivo Geral

O CODEM, órgão de caráter deliberativo e consultivo, tem como finalidade propor e fazer executar política de desenvolvimento econômico. Para cumprir com seu objetivo, o CODEM exerce as seguintes atribuições:

I – Buscar o intercâmbio permanente com os demais órgãos municipais, estaduais e federais, organismos internacionais e instituições financeiras, visando a execução da política municipal de desenvolvimento econômico;

II – Gerir o Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico – FMD, estabelecendo programas e prioridades para aplicação de seus recursos;

III – Estabelecer diretrizes com vistas as geração de empregos e desenvolvimento econômico do Município;

IV – Criar, no âmbito de sua competência e com os recursos disponíveis do FMD ou outras fontes, programas e linhas de crédito de interesse da economia local;

V – Realizar estudos visando a identificação das potencialidades e vocação da economia do Município;

VI – Identificar problemas e buscar soluções para a geração de emprego, fortalecimento da economia e atração de investimentos;

VII – Firmar convênios, acordos, termos de cooperação, ajustes e contratos com instituições públicas ou privadas, nacionais ou internacionais;

VIII – Contratar serviços de instituições ou profissionais no âmbito público ou privado, para atender, quando necessário, seus objetivos;

IX – Instituir Câmaras técnicas e grupos temáticos, para a realização de estudos, pareceres e análises de matérias específicas, objetivando subsidiar suas decisões;

X – Promover fóruns, seminários ou reuniões especializadas, com o intuito de ouvir a comunidade sobre os temas de sua competência, quando for necessário, a juízo do plenário;

XI – Identificar e divulgar as potencialidades econômicas de Maringá, bem como desenvolver diretrizes para a atração de investimentos;

XII – Formular diretrizes para o estabelecimento de uma política de incentivos fiscais, tributários e outros, visando a atração de novos investimentos, além da expansão, modernização e consolidação dos existentes;

XIII – Divulgar as empresas e produtos de Maringá, objetivando a abertura e conquista de novos mercados;

XIV – Criar um sistema de informações, para orientar a tomada de decisões e a avaliação das políticas de desenvolvimento econômico do Município;

O Conselho, no exercício das atribuições previstas na Lei, poderá estender suas funções aos Municípios ou entidades da Região.

Nossa História

Em meados da década de 1990, lideranças empresariais de Maringá perceberam que a economia do município perdia seu dinamismo. Cidade polo do Norte do Paraná, com economia fundada na atividade agroindustrial, apresentava elevado grau de dependência com a dinâmica do setor primário exportador da região, base de sua economia. Este modelo de desenvolvimento regional se mostrava esgotado, e a economia local reduziu seu crescimento.

Este processo foi influenciado pela combinação da abertura econômica com consequente redução das tarifas de importação promovida pelo Governo Collor, através da efetiva implementação do Mercosul, o que expôs a falta de competitividade da economia local e regional frente a concorrência internacional. Produtos regionais perderam seus mercados para os concorrentes argentinos, principalmente facilitados pela eliminação das tarifas alfandegárias e por uma política de câmbio favorável aos concorrentes. A produção primária e o processamento industrial de produtos tais como algodão e trigo praticamente desapareceram da região. A produção de carne, e a produção de leite e derivados foram fortemente atingidas, e o seu processamento deixou de ser realizado, diante da concorrência argentina e uruguaia, refletindo diretamente nas atividades industriais e de serviços de Maringá.

O agravamento desse quadro foi provocado pela âncora cambial do Plano Real que submeteu toda a indústria à competição internacional facilitada pela apreciação da moeda nacional. No início da década de 1990, inicia-se na região a formação de uma indústria têxtil e de confecções, consequentes da grande produção regional de algodão e da emergente produção de seda. Também toda a indústria de confecção, altamente empregadora de mão-de-obra é altamente atingida pela competição externa com produção de boa qualidade e preços reduzidos, principalmente pela valorização do Real.

A percepção deste quadro foi fundamental para que as lideranças empresariais do município reunissem a sociedade civil organizada a fim de se definir um novo modelo de desenvolvimento. Lideranças locais da ACIM – Associação Comercial e Industrial de Maringá, da FIEP – Federação das Indústrias do Estado do Paraná, e da UEM – Universidade Estadual de Maringá, iniciaram um processo de discussão e envolvimento de outras lideranças representativas de entidades empresariais, de classes, políticas, de clubes de serviços, religiões, de ONGs, de Instituições de Ensino, com o propósito de juntos buscarem a definição de um novo modelo de desenvolvimento para o município de Maringá. Esta iniciativa resultou no envolvimento de aproximadamente 80 líderes e ficou conhecida como Movimento Repensando Maringá. Este movimento contou com o suporte técnico do SEBRAE local que organizou e conduziu um grande workshop, com o objetivo de estabelecer uma visão de futuro para a cidade e estabelecer o desenvolvimento desejado para a cidade no futuro. Este processo resultou na elaboração do documento Maringá 2020.

No entanto, esse esforço de organização, articulação e de formação de visão de futuro não poderia constituir-se somente num esforço pontual sem provocar reflexos no processo de desenvolvimento da Cidade. Em razão disso, a sociedade organizada articulou-se com o poder político com o objetivo de estabelecer instrumentos que permitissem a continuidade de ações organizadas e planejadas. Chegou-se, então, à criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá – CODEM (instituído por Lei Municipal nº 4275, de 11/09/96), como órgão municipal encarregado de propor e fazer executar políticas de desenvolvimento econômico e com competências deliberativas e consultivas, sendo efetivamente implantado, com a posse de todos os seus membros e eleição de sua primeira Mesa Diretora, em 15/05/1997.

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