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O Cenário da Economia Brasileira em 2018

Na última sexta-feira (02/03), o Comitê Territorial de Desenvolvimento da Região da Amusep, retomou suas atividades com uma palestra no SEBRAE com o economista João Ricardo Tonin. O tema apresentado foi “O Cenário da Economia em 2018, e os desafios a serem enfrentados pelas cidades.” 

João Ricardo Tonin, que já foi Diretor Executivo do CODEM, conversou com nossa equipe técnica, que também esteve presente no evento e falou sobre os principais pontos positivos para as projeções de 2018: “Primeiro ponto positivo é que provavelmente haverá um crescimento no PIB. Outro ponto é o cenário de inflação e juros baixos. Dificilmente na história da economia brasileira conseguimos ter um cenário com essa perspectiva.” 

Ele também ressaltou a retomada gradativa da atividade econômica: “as famílias estão voltando a consumir, o país está voltando a investir.” 

Para que esse cenário se concretize, temos riscos, como todos os desafios que enfrentamos. Para Tonin, um deles é a política: ” Um grande risco que temos é o risco político, as eleições esse ano provavelmente vão acabar afetando esse resultado esperado. Que é o que a gente precisa avaliar dentro dessas expectativas.” 

Para as cidades, o principal desafio será aproveitar essa oportunidade de crescimento econômico para aumentar arrecadação e aumentar os bens públicos que são ofertados na economia. 

Para Tonin, as cidades que souberem aproveitar esse momento de retomada provavelmente terão um aumento de arrecadação. “A partir daí vão poder investir tanto em infraestrutura, desenvolvimento econômico, como em educação e saúde ou outras áreas que são interessantes e oportunas.” 

Outro ponto para ele é que com a entrada dessa atividade econômica em crescimento várias empresas do país estão interessadas em investir. Contudo, as cidades podem verificar quais são as atividades que já estão sendo executadas, e possivelmente, comecem a investir nesse segmento. 

Esse ano teremos a copa do mundo, que será realizada na Rússia. Tonin relata que esse evento pouco afetará nossa economia no país. E se for afetar, irá afetar negativamente: “Vai ser mais tempo parado e menos tempo de produção. As pessoas vão liberar os funcionários para assistir os jogos e tudo mais. Eu acho que dificilmente isso vai aquecer a economia. Pelo contrário, vai reduzir a produção industrial e também vai reduzir o tempo de atividade.” 

Em relação às micro e pequenas empresas, Tonin acredita que os impactos que serão causados no crescimento econômico serão positivos, pois o mercado de trabalho está em grande crescimento e terá mais demandas. “Nesse momento, as empresas precisam focar em conquistar uma carteira maior de clientes, verificar quais são os seguimentos que não estão sendo atendidos e estruturar a parte de gestão.” Para o economista, o empresário tem que focar nesse ponto: “Quais são os seguimentos, quais são as atividades que precisam de produtos e ele exclusivamente poderá trabalhar e atuar nessa área”, afirma.  

 

 

 

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