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Estudo

Codem realiza estudo sobre o seguro desemprego em Maringá

A parcela de beneficiados com o seguro-desemprego caiu de 57,6%, em 2006, para 37,5% Facilidade de recolocação no mercado de traballho é uma das explicações para a queda.
Maringá registrou 53,5 mil demissões sem justa causa em 2013. Dos demitidos, 37,57% – ou 20.100 trabalhadores – foram beneficiados com o seguro-desemprego. É o maior número de demissões desde 2006, que teve 37,1 mil desligamentos, com 57,68% – ou 21,4 mil – assistidos pelo benefício.
Ano a ano cai o número de trabalhadores que solicitam o auxílio. Os dados forma divulgados ontem pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem).
Várias teses explicam a proporção entre a demissão e concessão do benefício, como a facilidade para encontrar outro emprego na cidade com o mercado de trabalho aquecido e as leis trabalhistas que se tornaram mais rigorosas para conceder o benefício.
Segundo o economista João Ricardo Tonin, do Codem, o maior volume de demissões não representa necessariamente que as empresas estão demitindo mais. “Representa, sim, o crescimento do mercado de trabalho em Maringá”, diz. A afirmativa se baseia em número de empregos formais: em 2012, por exemplo, havia 149.592 trabalhadores com registro em carteira ante 156.300, em 2013.
O Codem estima que o mercado de trabalho cresceu 4,5% no ano passado em relação a 2012. Os dados oficiais serão divulgados em setembro ou outubro pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
A pesquisa feita pelo Codem revela ainda um mercado dinâmico e crescente em Maringá. “Atualmente, menos trabalhadores precisam do seguro-desemprego”, comenta Tonin.
A dinâmica demissão e seguro-desemprego, de acordo com o economista, ocorre com mais frequência entre os trabalhadores na faixa salarial de R$ 1,5 mil, em média. O s salários têm pouca diferença entre uma empresa e outra e, assim, tanto faz para o trabalhador estar nesta ou naquela empresa. Por outro lado, antes das regras mais rigorosas para concessão de seguro, os trabalhadores eram demitidos e passavam quase que automaticamente a receber o benefício. Ao mesmo tempo, trabalhavam irregularmente – sem registro – em outra empresa. “A mão de obra informal incentiva o trabalhador a requerer o seguro-desemprego.”
O vice-presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Carlos Walter Martins Pedro, que também é presidente do Sindicato das Indústrias Metalomecânicas de Maringá (Sindmetal), considera que é preciso maior rigor. “É um incentivo para o funcionário não ficar no emprego”, diz. Ele cita que em uma demissão sem justa causa, o trabalhador recebe indenizações, aviso-prévio, verbas rescisórias e FGTS. “Passa a ser vantajoso para ele.
Em muitos casos, o próprio funcionário força a demissão sem justa causa”, completa. A ciranda de empregos gera reflexos no mercado. “Falta mão de obra qualificada; temos dificuldades de contratação”, acrescenta. Para ele, a situação é grave. “Estamos estragando gerações de jovens. Que profissionais, que cidadãos estamos formando?”, questiona. Pedro ressalta que o seguro-desemprego é um benefício para dar guarida em uma situação de retração econômica. “Mas virou motivo de desejo do trabalhador. Infelizmente está dessa forma, uma demissão passou a ser lucrativa.”

Fonte: O Diário de Maringá

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