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ECONOMIA

MARINGÁ É A 11ª MELHOR CIDADE DO PAÍS PARA EMPRESAS DE ALTO POTENCIAL DE CRESCIMENTO
Maringá foi classificada como a 11ª melhor cidade para empresas com alto potencial de crescimento. Estudo de 2015 da Endeavor, organização internacional de fomento e empreendedorismo, analisou 22 capitais e 10 polos econômicos do interior, que representam 37% do PIB e 41% das empresas brasileiras de alto potencial de crescimento, ou seja, empresas que nos últimos 3 anos ampliaram o número de empregados a uma taxa anual igual ou superior a 20%. O estudo analisou um conjunto de 55 indicadores, agrupados em sete eixos de influência no empreendedorismo: ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano, e cultura empreendedora. As pontuações variam de zero a 10.
A revista Exame, de 09/12/2015, publicou a matéria.

Indicadores Maringá

Maringá foi classificada em 11ª no ranking geral, com 6,41 na escala de zero a 10. Maringá está acima de capitais como Belo Horizonte, Goiânia e Salvador, e apenas 0,13 ponto abaixo de Curitiba. As primeiras três colocadas são capitais: São Paulo (8,45 pontos), Florianópolis (8,36 pontos) e Vitória (7,70 pontos). Das 10 cidades que não são capitais, Maringá é a 4ª colocada no ranking geral, abaixo apenas de Campinas, São José dos Campos, e Joinville. Maringá obteve destaque como a 2ª melhor cidade em cultura empreendedora, e 7ª em capital humano. Maringá também foi pontuada com a 3ª melhor porcentagem de moradores com internet banda larga, o que representa 7,6% dos domicílios.
Comparando Maringá com as cidades melhores classificadas, a maior pontuação de Maringá foi no pilar Cultura Empreendedora 2ª colocação (7,37 – maior que Curitiba, Florianópolis, Joinville, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife, Campinas, São José dos Campos e Vitória), seguido de Capital Humano, 7ª colocação e 3ª em qualidade de mão de obra qualidificada, perdendo apenas para Porto Alegre e Florianópolis (6,67 – maior que Curitiba, Joinville, Rio de Janeiro, Campinas e São Paulo), Ambiente Regulatório, 11ª colocação (6,42 – maior que Curitiba, Campinas, Joinville, Rio de Janeiro, São José dos Campos e São Paulo), Infraestrutura, 14ª colocação (6,35 – maior que Rio de Janeiro), e Acesso a Capital, 12ª colocação (6,01 – maior que Joinville e São José dos Campos).
As pontuações mais baixas de Maringá foram no pilar Inovação e no pilar Mercado, em que Maringá só ficou à frente de algumas cidades que tiveram classificação geral menor que Maringá. Maringá obteve 5,73 em Inovação, 16ª colocação (maior que Ribeirão Preto, Londrina, Uberlândia, Brasília, Campo Grande, Aracaju, Salvador, Manaus, Natal, Cuiabá, Belém, Fortaleza, Teresina, Maceió, Goiânia e São Luís), e pontuou 4,74 em Mercado, 29ª colocação (maior apenas que Cuiabá, Natal e João Pessoa, a nota mais baixa em Mercado, 4,18).

Indicadores cidades do interior

No Paraná, apenas três cidades foram analisadas: Curitiba, Maringá e Londrina. Curitiba é a 8ª do ranking geral e a 1ª do estado. Maringá ficou na 2ª posição. Londrina, a 3ª do estado, é também a 17ª do ranking geral e a 8ª das cidades que não são capitais.
O estado de São Paulo foi o que mais possui cidades do interior que são polos econômicos. Além da capital ser a 1ª colocada, somaram ao estado: Campinas (5ª, e 1ª das não-capitais), São José dos Campos (6ª), Ribeirão Preto (12ª), e Sorocaba (15ª).
Em seguida, juntamente com o Paraná, o estado de Santa Catarina possui o maior número de cidades analisadas, somando-se à Florianópolis (2ª): Joinville (9ª, e 3ª das não-capitais), e Blumenau (20ª).
Os demais estados que contam com cidades do interior que são polos econômicos foram Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Somando à Porto Alegre (7ª) está Caxias do Sul (16ª),  e somando à Belo Horizonte (12ª) está Uberlândia (18ª).

Regiões Sul e Sudeste

Das 32 cidades analisadas, 17 estão no Sul e no Sudeste, as regiões que concentram as melhores classificações. Só o estado de São Paulo possui três cidades entre as dez melhores. Em seguida vem Santa Catarina, com duas cidades entre as dez melhores.
Além de São Paulo ser o estado que concentra o maior número de cidades analisadas, classificadas, e as melhores pontuações, as cidades de São Paulo, Sorocaba, Campinas e São José dos Campos formam um quadrilátero com média de 150 km de distância entre as cidades que o compõe, totalizando juntas uma área de 4 mil km2, e uma população de 14,5 milhões de pessoas, dados IBGE de 2015. A cidade de Sorocaba é classificada como uma das melhores em educação e qualidade de vida. Segundo a pesquisa, a cidade possui a maior porcentagem de jovens de 15 a 17 anos na escola, 82%, frente à média brasileira de 62%. Sorocaba é próxima do aeroporto de Viracopos, tem todas as estradas da cidade monitoradas por câmeras e 120 km de ciclovias. A cidade só perde em infraestrutura para a capital.
A cidade de São Paulo liderou a maioria dos rankings, ficando em 1º lugar em infraestrutura, em mercado, e em acesso a capital, 3º lugar em inovação, e a 4ª melhor em poupança e depósitos de longo prazo per capita. No pilar acesso a capital, São Paulo alcançou a nota 9,73, a pontuação mais próxima do máximo, 10,00.
Seguida de São Paulo, a cidade de Florianópolis foi a que mais apareceu no ranking, ficando em 1º lugar em inovação e em capital humano, 4º lugar em acesso a capital e em cultura empreendedora, em 9º lugar em ambiente regulatório, e em 5ª lugar em poupança e depósitos de longo prazo per capita. Florianópolis também pontuou como a 1ª cidade com mais adultos com ensino superior completo (36,4%).

Regiões Nordeste, Norte, e Centro-Oeste

Todas as nove capitais da região Nordeste foram analisadas. Recife foi a capital melhor classificada na região Nordeste, obtendo a 4ª colocação, sendo um destaque positivo isolado entre as capitais nordestinas, e foi a cidade que mais avançou no ranking Endeavor, subindo quatro posições de 2014 para 2015. Ficou em 6º em capital humano, em 7º em ambiente regulatório, e em 10º em acesso a capital. Ficou também em 4º lugar em internet rápida. A prefeitura de Recife investiu fortemente em atrativos para inovação e acesso à educação, aumentando em 170% as matrículas no ensino técnico e profissionalizante, em um ano.
As demais capitais nordestinas ficaram nas últimas colocações. As piores classificadas foram Fortaleza (30ª), Teresina (31ª), e Maceió (32ª), tendo Maceió obtido menos da metade da pontuação de São Paulo ou Florianópolis, a 1ª e a 2ª colocação, respectivamente. A região Nordeste se apresentou como uma região de contrastes. Embora suas capitais tenham alcançado pontuação para ranquear entre as 10 melhores em alguns pilares, como mercado e cultura empreendedora, receberam as piores pontuações em tempo para abertura de uma empresa, internet banda larga, poupança e depósito de longo prazo per capita, adultos com ensino superior completo, e profissionais de ciência e tecnologia.
Das sete capitais da região Norte, apenas Manaus e Belém foram analisadas, ficando também nas classificações mais baixas, 26ª e 29ª respectivamente. Manaus e Belém apresentaram os mesmos tipos de contrastes da região Nordeste, alternando boas pontuações em alguns quesitos com as piores pontuações em outros.
As três capitais da região Centro-Oeste foram analisadas, mas também não alcançaram as primeiras posições. Goiânia ficou em 14ª, Campo Grande em 21ª, e Cuiabá em 28ª, sendo esta pouco acima de Belém e abaixo de São Luiz. Campo Grande e Cuiabá também ficaram entre os piores percentuais de profissionais de ciência e tecnologia dentre as cidades analisadas.
Brasília ficou na 19ª colocação e teve pouco destaque no estudo.

Cultura Empreendedora, Capital Humano e Inovação

Nos quesito cultura empreendedora e no quesito capital humano, em que Maringá pontuou como 2ª e 7ª, respectivamente, a cidade de Natal ficou em 1º lugar em Cultura Empreendedora, contrastando como a 2ª pior cidade em profissionais de ciência e tecnologia.
Em Santa Catarina, a cidade de Florianópolis desenvolveu ao longo dos anos um ecossistema empreendedor, e conquistou o 1º lugar em capital humano e em inovação, e o 4º lugar em cultura empreendedora. A cidade também apresentou 1º lugar na porcentagem de adultos com o ensino superior completo (36,4%), seguida de Vitória (30,4%), Porto Alegre (26,5%), Curitiba (26,2%), e Londrina (25,7%). Florianópolis também detém a melhor média do ENEM do país. A cidade tem a 2ª maior proporção de aportes de venture, e a maior proporção de mestres e doutores em tecnologia. São 18 pesquisadores para cada 100 empresas. A fundação Certis mantém um fundo de R$ 83 milhões em investimentos desde 2008. A cidade de Joinville, com o 3º maior complexo portuário do país, ficou em 3º lugar em infraestrutura, 4º em profissionais de ciência e tecnologia, e 7º em inovação, e tem a maior proporção de empresas com patentes registradas entre as cidades pesquisadas.
A cidade de Caxias do Sul foi a cidade da região Sul que mais apresentou contrastes na classificação. Embora tenha obtido o 8º lugar em mercado, e o 9º lugar em inovação, a cidade apresentou a pior colocação em tempo de abertura de uma empresa e uma das piores colocações na porcentagem de adultos com o ensino superior completo.
Manaus foi a última colocada em capital humano e ficou com a terceira pior nota dentre todos os indicadores analisados: 4,07. Curitiba foi a penúltima colocada no pilar cultura empreendedora e ainda ficou com a segunda nota mais baixa de todos os indicadores analisados: 3,74. Manaus foi a última colocada no pilar cultura empreendedora e ainda ficou com a nota mais baixa de todos os indicadores analisados: 3,69.
Fora do quadrilátero São Paulo, Sorocaba, Campinas e São José dos Campos, a cidade de Vitória, 3ª no ranking geral, foi destaque na região Sudeste como a mais versátil, apresentando o 2º lugar em capital humano, em internet rápida, em poupança e depósitos de longo prazo per capita, em adultos com ensino superior completo, e em profissionais de ciência e tecnologia, 4º lugar em mercado, 7º lugar em acesso a capital, 8º lugar em ambiente regulatório, e 10º lugar em infraestrutura e em cultura empreendedora.

Maiores pontuações

Dos sete pilares analisados, somente três cidades conquistaram pontuações acima de 8,0. São Paulo conquistou dois indicadores: Acesso a Capital (9,73), e Infraestrutura (8,25). Florianópolis pontuou 8,91 em Capital Humano. E Goiânia pontuou 8,04 em Ambiente Regulatório.

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