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Educação e Saúde

Maringá se consolida polo de saúde e educação

A busca por qualificação profissional e o aumento da renda das famílias nos últimos anos são dois fatores que explicam a disparada na abertura de empresas de educação e saúde, em Maringá. Com um setor de serviços forte e a existência de demanda regional, a abertura de empresas de educação, praticamente, dobrou no município no comparativo entre o primeiro quadrimestre de 2014 e 2015 – de 50 para 97. De 2011 para cá, o número é quase sete vezes maior. Já a abertura de empresas que prestam serviços em saúde dobrou neste primeiro quadrimestre ao comparar com o mesmo período de 2011 – de 46 para 82 e ficou estável em relação ao mesmo período do ano passado.

O mercado de trabalho está mais exigente e os consumidores também, além de serem ávidos por serviços cada vez mais especializados. Nos últimos anos, enquanto se observou a redução no saldo de empregos de profissionais com menos qualificação, Maringá passou a ofertar cada vez mais possibilidades na área educacional.

“As pessoas tiveram mais renda para investir em qualificação e o governo também oferta bolsas e financiamentos para isso. Os moradores da região procuram pela cidade quando se trata de educação. Isso e o aumento da oferta de serviços fortalecem a hipótese de que Maringá se tornou um polo regional de educação”, avalia João Ricardo Tonin, economista do Conselho de Desenvolvimento de Maringá (Codem).

O crescimento da oferta de educação está atrelado ao avanço dos serviços em saúde. A educação prepara a mão de obra absorvida pela demanda de uma população que passou a se preocupar mais com a saúde. “Somos referência nessa área há algum tempo. O crescimento da renda no município, acima da média nacional, também aumenta essa demanda por serviços em saúde, assim como a chamada geração saúde também colabora”, explica Tonin.

Formada, em 2012, em uma instituição privada de Maringá, a psicóloga Juliana Almeida Costa, 25 anos, é o retrato dessa ligação entre as áreas. Recentemente, ela começou a atender em um consultório próprio. “Existe dificuldade no começo, porque o serviço depende muito de indicação, mas tem demanda, sim. Inclusive, psicólogos mais experientes têm fila de espera por atendimento”, conta.

Mesmo em um momento de crise, ambas áreas do setor de serviços sofrem menos. “O profissional precisa se qualificar para, quando o período de recessão passar, ter melhor colocação no mercado. E saúde temos que cuidar, independentemente, da situação econômica”, afirma o economista.

Arrecadação

O setor de serviços, que vai muito além das duas subcategorias, está intimamente ligado à arrecadação do Imposto Sobre Serviços (ISS) – importante para o município, pois é recurso livre e pode ser alocado da maneira que o executivo preferir. Segundo o economista, o setor apresentou resultado positivo em arrecadação no primeiro trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano anterior, chegando a 16%. “Houve crescimento do setor e representa uma parcela significativa da arrecadação”, aponta. O ISS também representou 11% do orçamento do município, no ano passado, de quase R$ 1 bilhão.

No entanto, o economista alerta para o perigo da dependência do setor, que cresceu 6,1% em março, no Brasil, segundo o IBGE. “Uma economia atrelada a comércio e serviços, que aqui na cidade representam 67%, fica dependente do mercado internacional, por causa da necessidade de importação. Qualquer problema lá fora, atinge diretamente aqui”, diz.

Capacitação

Uma das principais características do setor de serviços – muito heterogêneo – é o envolvimento de profissionais de outras áreas. Mesmo quem abre um consultório, invariavelmente, vai precisar de profissionais para serviços administrativos, contábeis, jurídicos ou de informática, por exemplo. As ocupações com os maiores saldos de emprego no primeiro quadrimestre deste ano em serviços de saúde em Maringá, conforme dados do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), depois de enfermeiros, são de recepcionistas, faxineiros e auxiliares administrativos. Em menor grau, ocorre movimento parecido em educação e ensino.

 

Fonte: O Diário de Maringá – Ederson Hising

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