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DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO

“Maringá no futuro: sustentabilidade econômica, social e ambiental” é o tema da primeira plenária da gestão 2014-2015 do Codem
Cálculos do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) e da prefeitura apresentados ontem na Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim) mostram uma projeção de R$ 1,6 bilhão em investimentos públicos e privados para os próximos cinco anos.
Os números fazem parte da apresentação “Maringá no futuro: sustentabilidade econômica, social e ambiental” e indicam que, apesar de fatores adversos da economia nacional, a tendência é que a economia local tenha pela frente um “futuro menos turbulento que outras regiões do País”, observa o presidente do Codem, Edson Cardoso.
O principal investimento direto apresentado no estudo vem da Cocamar e, apesar de diluído em muitas cidades onde vão ser construídas novas centrais de recebimento e armazenamento de grãos dentro de um raio de 300 km de Maringá, o município sede da cooperativa vai ter de benefício direto, pois toda a produção agrícola que se pretende ampliar será destinada ao parque industrial localizado na cidade. Maringá vai ganhar com a geração de tributos como o ICMS.
Para Cardoso, a inclusão do campus da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) e de um Centro de Convenções na apresentação, mesmo antes da confirmação dos empreendimentos, faz parte de um planejamento concreto. “Para o Centro de Convenções, por exemplo, existe um terreno reservado, há um anteprojeto desenhado e as estimativas de custos foram levantadas. Há dificuldades a serem vencidas, mas trabalhamos para superar.”
Da mesma forma, em relação a UTFPR, o presidente do Codem ressaltou que há uma visita do reitor da instituição agendada para o dia 10 de abril. “Eles conhecem o terreno oferecido pelo município e devem apresentar uma formatação do que fazer. Agora, sabemos que há um caminho político a vencer em Brasília”, diz.
A construção da planta industrial do Tecpar, na Cidade Industrial, onde vão ser produzidos medicamentos contra o câncer, tem um cronograma de investimentos até 2019 e tende a ser um grande diferencial em termos de empregos qualificados.
Nesse mesmo parque industrial é prevista a instalação do laboratório de análises de fogo do Lactec, mas o empreendimento depende da confirmação do investimento pelas entidades públicas e privadas que compõem o instituto. Na área, onde a Prefeitura de Maringá investiu R$ 51 milhões na aquisição do terreno e na infraestrutura, também se estima que cerca de 200 indústrias invistam nos próximos anos em torno de R$ 150 milhões.
O presidente do Codem também avalia que dois projetos próximos ao antigo aeroporto vão colaborar com o desenvolvimento. O Eurogarden, com uma nova concepção urbanística, em fase de aprovação, e o Armazém Digital que, elaborado em parceria pelos empresários do setor de tecnologia da informação, Sebrae, Codem, prefeitura e universidades, tem endereço certo, no antigo barracão do IBC III. A perspectiva é que o local seja sede de pequenas indústrias de software e startups, além de um centro de propagação de conhecimento e tecnologia.
Cardoso ressalta que o Codem também investe na concepção do Master Plan, um estudo considerado carro-chefe em termos de planejamento futuro para o município e a região. “É um trabalho que vai ajudar na concepção de como vão se materializar todos esses acontecimentos e sonhos que temos para Maringá, de forma ordenada. A expectativa é que este ano tenhamos a parte socioeconômica resolvida e a parte urbanística fica pronta no ano que vem”, afirma.
O doutor em Economia Joilson Dias considera importante traçar planos a longo prazo para que os objetivos sejam alcançados. “É preciso olhar sempre para o futuro, pois só podemos mudar o futuro. O presente e o passado não”, diz. Dias ressalta que é necessário encontrar produtos novos e direcionar o capital humano. “Quais especialidades precisamos ter?”, indaga

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