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Centro de Inovação de Maringá

Centro de Inovação de Maringá se compara a similares pelo mundo

O engenheiro Roberto Spolidoro, especialista em Parques Tecnológicos e Desenvolvimento Regional, fez um paralelo do Centro de Inovação de Maringá e dos centros de inovações de países desenvolvidos, durante o lançamento e a entrega da nova sede da Incubadora Tecnológica, na noite de terça-feira (4). “O conceito de inovação sendo implantado em Maringá está dentro dos centros de sucesso existentes pelo mundo”, afirmou Spolidoro.

O lançamento do Centro de Inovação de Maringá (CIM) reuniu prefeitos e vereadores eleitos, lideranças empresariais, educadores, pesquisadores e consultores de toda a região, além do secretário de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Santos Leal e o presidente do Tecpar, Julio Felix. O prefeito Silvio Barros fez a apresentação do CIM, agradecendo todos os parceiros que viabilizaram o projeto, especialmente o Sebrae/PR e o Codem, e o vereador Flávio Vicente que acompanha a formulação da Lei Municipal de Inovação.

Silvio Barros adiantou que a proposta do Centro de Inovação é promover o desenvolvimento regional, até pelos segmentos envolvidos. “Preparamos o ambiente a partir do estudo Maringá 2030 do Codem, um passo importante para implantar a estratégia de inovação como solução para áreas estratégicas para a economia da nossa região”, explicou.

Neste aspecto, segundo o prefeito, já existem diferenciais na região, como os Arranjos Produtivos Locais de softaware e de confecções. Além destas duas áreas, serão contemplados os setores de educação, agronegócio, metalmecânico, saúde e sucroalcooleiro. O prefeito Silvio Barros mostrou um projeto de inovação na área de saúde, desenvolvido por um colombiano, que poderia ser aplicado em Maringá, pelo investimento do município na informatização de todo processo na rede de saúde. “O Centro de Inovação tem o papel de desenvolver processos e propostas para melhorar a vida das pessoas”, lembrou.

O prefeito exemplificou a aplicação das propostas de inovação do CIM em duas áreas importantes para a economia regional, o sucroalcooleiro e da seda. São dois segmentos que dependem do mercado externo e podem agregar valor ao produto com a adoção de tecnologia. “Podemos desenvolver produtos de ponta, com alta tecnologia a partir da cana-de-açúcar e do casulo da seda, e isso representa muito para a nossa região”.

Além de envolver a sociedade na produção de inovações o CIM vai atuar na atração de investimentos na área. Silvio Barros citou o caso dos centros de inovações privados sendo instalados pelo Brasil. Como o da Microsoft, que está investindo R$ 200 milhões em um centro de inovação no Rio de Janeiro. “Vamos criar o ambiente para as empresas instalarem seus centros inovadores aqui na nossa região”, reforçou.
Incubadora Tecnológica

O empresário Carlos Walter Martins Pedro, vice-presidente da FIEP e membro do Comitê Gestor da Incubadora Tecnológica de Maringá, fez a entrega virtual da nova sede da Incubadora, no armazém do IBC da avenida Centenário. A Incubadora, mostrou Carlos Walter, nasceu em 1997 no campus da UEM, e com o envolvimento de vários setores expandiu seu espaço mas necessitava de mais área para crescer.

Através de parceria com a Prefeitura, a Incubadora conseguiu 18 mil metros quadrados no armazém do IBC e R$ 1 milhão para adaptar o espaço, onde foram criados espaços para 13 empresas, dez já ocupados e onde está o CIM. “O Brasil produz matéria-prima e importa produto acabado. Nossa proposta com o Centro de Inovação é melhorar o nível tecnológico de nossa produção, criar independência tecnológica e agregar valor aos  nossos produtos”, explicou o empresário.

Carlos Walter revelou que hoje mesmo máquinas produzidas no Brasil utilizam até 30% de componentes importados, mostrando a dependência do país ao mercado externo. “O Centro de Inovação de Maringá é uma questão de sobrevivência para alguns setores”, lembrou, agradecendo todos os envolvidos na viabilização dos projetos do CIM e da nova Incubadora.

O secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alípio Santos Leal, garantiu a parceria do Governo Beto Richa ao CIM. “O poder público não produz, mas hoje tem ferramentas que vão permitir à academia e à iniciativa privada produzirem inovação”, definiu, falando da felicidade de participar do momento importante para a região de Maringá. “O Brasil é a bola da vez, e o Paraná e Maringá também”.
Países desenvolvidos

O engenheiro Roberto Spolidoro, da Neolog Consultores, apresentou o conceito de centro de inovação da região metropolitana de Rhein-Neckar que abrange três estados da Alemanha. “Existem muitas características desse centro alemão idênticas à proposta do Centro de Inovação de Maringá”, afirmou, mostrando alguns pontos inclusive de outras iniciativas em países desenvolvidos que, segundo o consultor, mostra o caminho certo de Maringá.

Segundo Spolidoro, assim como o CIM que nasce dentro de uma incubadora em um armazém do IBC, os centros inovadores pelo mundo ocupam áreas e espaços industrial degradados. “Mas as coincidências não cessam por aí, e vão a outros aspectos como o projeto do Eurogarden, que será instalado no antigo aeroporto de Maringá, ou da possibilidade de implantar centros de áreas de interesse por toda a cidade”, mostrou.

Spolidoro citou também o Tecnoparque da Cidade Industrial de Maringá, conceito também encontrado em outros países no incentivo à inovação. “Maringá mostra estar no caminho certo e sai na frente com potencial para ir além de inovar e atrair centro privados, viabilizando também o trabalho em conjunto com centros inovadores pelo mundo”, garantiu o concultor.

Fonte: Assessoria PMM

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