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AEROPORTO REGIONAL DE MARINGÁ

CODEM e parceiros realizam Workshop para discutir o desenvolvimento do Aeroporto Regional de Maringá

A urgente necessidade de investimento em infraestrutura aeroportuária no Brasil foi a pauta do Workshop Aeroporto de Maringá e o Desenvolvimento Regional, que reuniu prefeitos, secretários de Estado, empresários, profissionais e especialistas da área nesta quinta-feira (10).  Mais de 200 pessoas participaram do evento, realizado pela Prefeitura e Codem.

O superintendente do Aeroporto de Maringá, Marcos Valêncio, mostrou o crescimento na demanda local de passageiros e a necessidade de investimentos na infraestrutura. “Somos o segundo aeroporto em crescimento no número de embarques e desembarques e estamos iniciando o Plano Diretor para atender esse crescimento”, informou.

O número de passageiros no Aeroporto de Maringá cresceu 47,10% em 2009 e quase 53% ano passado, alcançando 497,9 mil embarques e desembarques em 2010. Em movimento, ficou atrás apenas do aeroporto de Viracopos, em Campinas. Valêncio destacou o potencial da região, e o trabalho da equipe do aeroporto.

O superintendente citou também o alfandegamento do aeroporto para cargas internacionais. “Precismos de investimentos na infraestrutura para atender a demanda, e o aeroporto é um dos poucos em condições de expansão graças à nossa zona de proteção”, disse. Valêncio lembrou que a estrutura atual tem capacidade para 430 mil passageiros/ano, contra quase 500 mil embarques e desembarques do ano passado.

AVANÇO

Além de ampliar a pista para 3,6 mil metros, suportando operação com grandes aeronaves de cargas, o Plano Diretor prevê a transformação do aeroporto em um modal aerorodoferroviário. A região já abriga o terminal ferroviário e uma rodovia federal, além de estar na área de extensão do Contorno Sul. O projeto inclui ainda a ligação do aeroporto com a área central da cidade através de um aerotrem, como existe em aeroportos de grandes cidades.

O investimento no Aeroporto de Maringá, reforça Marcos Valêncio, reflete em toda a economia regional. Atualmente o aeroporto gera 500 empregos diretos. O presidente do Codem, Luiz Fernando Ferraz, citou casos de infraestruturas realizadas há décadas que ainda hoje refletem no desempenho de Maringá, como a Avenida Colombo com oito pistas e o campus da UEM.

Maringá, lembra Ferraz, está em um ponto estratégico em relação à América Latina. “Queremos o Aeroporto de Maringá como peça estratégica na logística dessa região e temos gente que pensa grande para alcançarmos esse objetivo”, afirmou.

O prefeito em exercício, Roberto Pupin, revelou a procura de empresas interessadas em se instalar em Maringá pelas condições do aeroporto. “Já atraímos empresas que atuam em todo o mercado nacional e em outros países e melhorar a infraestrutura do aeroporto é um fator importante para o desenvolvimento de toda a região”, declarou.

Pupin destacou a união do poder público com a iniciativa privada na busca de investimentos “não apenas para o aeroporto, mas para todos os setores estratégicos”. O vereador Heine Macieira, representando o Legislativo, falou da necessidade de envolvimento de toda a região para viabilizar a infraestrutura do aeroporto. “Evolução se faz com pessoas e vamos envolver o maior número de pessoas da região nesse projeto”.

EVOLUÇÃO

O secretário de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, destacou o alfandegamento do aeroporto para cargas internacionais, e a possibilidade de desenvolvimento regional com mais voos atendendo o mercado interno e externo. “Vamos promover ainda mais a economia de vários municípios da macroregião, que estão representados por vários prefeitos aqui”, destacou.

O secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, lembrou que a falta de infraestrutura em logística é uma preocupação, e Maringá sai “mais uma vez” na frente na união da sociedade em busca de soluções. “A capacidade de Maringá formar parcerias é um ponto positivo para a conquista de benefícios para a comunidade com reflexo em toda a região”, disse.

Richa Filho lembrou que o mundo está de olho no Brasil, e o momento é de aproveitar a oportunidade. “Vamos defender os investimentos no Aeroporto de Maringá e também no Porto de Paranaguá, estratégicos para o desenvolvimento de todo o Estado”, adiantou.

CRESCIMENTO

O consultor José Wagner Ferreira, ex-presidente da Webjet e ex-vice-presidente comercial da TAM, atualmente diretor da JWF Consultoria, falou sobre “A Aviação Brasileira – Panorama Atual e seus Desafios”. Ele mostrou que o mercado doméstico cresceu 61% desde 2005, sem investimentos em infraestrutura. “O Brasil apresentou o maior crescimento do mundo entre 2008 e 2009, e hoje os aeroportos estão com suas capacidades esgotadas”.

Segundo Ferreira, Maringá sai na frente na união entre poder público e iniciativa privada na busca de estrutura, “com a vantagem de pensar grande”, afirmou citando o projeto de transporte intermodal. “Os países desenvolvidos investem em terminais modais e Maringá está mostrando competência e suporte para cumprir seus projetos, com vantagem para toda a região”.

O diretor de infraestrutura da Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Defesa, Douglas Targa, confirmou a falta de investimentos na área, e a busca para soluções. “O crescimento da aviação civil nos dois últimos anos surpreendeu, e o Governo Federal agiliza o Plano Aeroviário Nacional projetando os investimentos de olho no aquecimento do mercado”, disse.

Targa citou o alto custo necessário para investimentos em aeroportos importantes, como Guarulho, e concordou que Maringá tem vantagem pela área livre no entorno do atual aeroporto. “Guarulhos está esgotado, e uma ampliação para atender a demanda hoje exige a remoção de 5 mil famílias”, comparou. No final os participantes tiveram a oportunidade de formular perguntas aos expositores, a maioria sobre o crescimento mercado doméstico.

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