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POLO DE PISCICULTURA

CODEM discute projeto de Polo de Piscicultura para a região de Marigá

O superintendente do Ministério da Pesca e Aquicultura no Paraná, José Wigineski, participou nesta quinta-feira, dia 4, em Maringá, de uma reunião técnica sobre o projeto para a implantação de um polo de piscicultura na região. Participaram da reunião representantes dos 25 municípios da Região Metropolitana, de instituições de ensino e pesquisa, de entidades e empresas públicas e privadas.

O projeto que inclui a construção de um abatedouro de peixes em Maringá, foi apresentado pelo assessor executivo do Codem, Gilberto Pavanelli. “A região tem potencial para a produção de pescado, como mostra a presença de representantes de praticamente todos os municípios da Região Metropolitana”, afirmou.

Pavanelli lembrou que o projeto do Codem e da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, conta com o apoio de todos os setores da economia e da sociedade civil. “Existe um mercado em expansão para a piscicultura, que tem retorno acima de outras atividades, e a região está mobilizada para entrar nesse mercado”, afirmou.

Ele apresentou as justificativas do projeto, mostrando a meta do Governo Federal em ampliar de 290 mil para 700 mil toneladas a produção para os próximos anos. Também ressaltando as condições regionais favoráveis para a implantação do projeto. “O clima é ideal, todos os municípios possuem cursos de rios importantes, existe mercado e o projeto prevê a inclusão do peixe na merenda escolar e condições favoráveis para a exportação”, lembrou.

O projeto do frigorífico, com capacidade para abate de 15 toneladas de peixe ao dia, é de R$ 5 milhões. “Maringá não está pedindo, mas oferecendo uma estrutura já existente para um projeto importante para a geração de emprego e renda”, adiantou o prefeito Silvio Barros. Apenas o frigorífico vai gerar 100 empregos diretos.

SOMANDO FORÇAS
O superintendente do M
inistério da Pesca e Aquicultura no Paraná, José Wigineski, elogiou a mobilização de representantes de todos os setores com interesse no projeto. “Quando poder público e iniciativa privada se unem o projeto ganha força para ser viabilizado”, disse Wigineski. Ele citou que a produção de pescado no Paraná cresceu de 22 mil toneladas em 2007 para 40 mil ano passado. “Mesmo assim falta pescado no mercado”.

Outra observação de Wigineski é que mais de 50% dessa produção está na região Oeste, principalmente em torno de Toledo, onde existem cinco frigoríficos. “O Governo Federal tem recursos, basta a região de Maringá  apresentar o projeto”, disse. Ele citou os investimentos já existentes na área no Paraná, como dois frigoríficos na região Norte e o projeto de R$ 2,6 milhões para implantação de tanques-rede no rio Paranapanema.

Wigineski revelou ainda uma campanha de incentivo ao consumo de peixe, especialmente no Paraná. “O consumo de pescados no Brasil gira em torno de sete quilos/ano por pessoa, contra uma média mundial de 17 quilos/ano por pessoa, e pretendemos ao menos alcançar o recomendado pela Organização Mundial da Saúde, de 12 quilos por pessoa”.

ESTADOS UNIDOS

O prefeito Silvio Barros disse ter ficado impressionado pelo número de pessoas na reunião ténica. “Mostra que o projeto e o empenho do professor Pavanelli tem tudo para dar resultados”. Para Silvio Barros Maringá tem o que oferecer para viabilizar o projeto. “Já colocamos uma área com infraestrutura para a implantação do frigorífico e sei que existem muitos proprietários da região interessados na criação de peixes”, lembrou.

Outras vantagens citadas pelo prefeito são o potencial do mercado regional e a estrutura para exportação. “O aeroporto de Maringá recebe voos internacionais de cargas regulares, e as aeronaves voltam para Miami vazias ou com pouca carga, permitindo a exportação com segurança do peixe produzido na região para o mercado externo”.

Wigineski observou que a região de Toledo fez um acordo para exportar para os Estados Unidos, que não prosperou devido a necessidade de levar as cargas até o aeroporto de Foz do Iguaçu. “Aqui um acordo desses depende apenas da regularidade e qualidade da produção”, disse.

O vice-prefeito, Roberto Pupin, lembrou que a implantação de um polo regional de piscicultura é uma reivindicação dos agricultores. “O município tem dado apoio aos pequenos e médios agricultores, e um projeto com o envolvimento de toda comunidade regional ganha ainda mais força”. Pupin citou ainda da importância da piscicultura na utilização de áreas ociosas e na diversificação das propriedades.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Valter Viana, ressaltou que o Codem, através do professor Pavanelli, tem um grande envolvimento no projeto do polo regional de piscicultura. “Essa reunião mostra que temos o apoio de toda a região”, disse. O projeto é realizado através das câmaras técnicas da Região Metropolitana e da Agricultura e Agroindústria do Codem.

 

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